terça-feira, 23 de novembro de 2010

ESTREIA - PROCESSO Drops #1 - Da Película ao Digital

Conversa com Carlos Ebert - diretor de fotografia do filme Circular.

Pois bem,
como a gente não tem quase nada pra fazer e muito tempo pra dormir (eheh), inventamos mais um brinquedinho. É o PROCESSO Drops!
Esse será nosso espaço para exercitarmos e jogarmos na roda pequenos vídeos/conteúdos para internet, que com o tempo podem vir a ganhar forma e virar uma série mais regular e sistemática (ou não).

Por enquanto, soltaremos nossos Drops aqui no multi-processador e no facebook, sem maiores compromissos de regularidade e formato. Vamos ver se sai cachorro desse mato (ou que mato sai desse cachorro...) e como esses Drops vão encher nosso baleiro, ok?

E pra estreiar essa bagaça:
PROCESSO Drops #1 - parte 1/5 - "Sem apegos fetichistas tecnológicos."
Carlos Ebert - diretor de fotografia do longa Circular - fala sobre o cinema digital e sua convivência com a película.





No final das gravações do longa Circular, Knoll, Esturilho e Bella Souza fizeram um bate-papo com nosso diretor de fotografia, Carlos Ebert - considerado um dos princiais nomes da fotografia em digital para cinema no Brasil. Além de comentar sobre o próprio filme entraram na roda diversos assuntos dentro e fora do cinema - passando pelo contato do Ebert com o Teatro Oficina, com o Cinema Marginal e com o Tropicalismo., temas que  interessam a parte do povo da Processo.



A conversa de Esturilho com Ebert acabou gerando essa primeira série de Drops, com terá 4 ou 5 vídeos curtos que soltaremos aos poucos.. ok?

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

ACABOOOOOOOOOOOOU.... ACABOOOOOOOOOOOOOOOOOOU...

15 de novembro! Encerramos finalmente a etapa de edição do CIRCULAR (aquele longa-metragem com 5 boxeadores, digo, ops, diretores e blablablá etc, que você já deve estar cansado de ouvir falar se for frequentador do nosso blog, site ou algo assim). Se vc não enjoou ainda, pode dar uma fuçada em http://circularofilme.com.


Enfim, o fato é que sobrevivemos.... ehehe. Como diria o Galvão Bueno.... ACABOOOOOOOOOOOOOOU.... ACABOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOU... ACABOOOOOOOOOOOOU.........................




Quer dizer... acabou essa etapa. Agora vamos pro tratamento de cor, finalização, som etc.  Falta um "poucão" ainda. Mas enfim, vencida essa etapa vale a comemoração. Já é quase dezembro. Depois de trabalhar na edição de dois longas em seguida, parece que vou ficar mais distante da ilha de edição. Legal... pra mim e pra ilha.  Um bom banho de mar longe da ilha me fará muito bem. É hora de um passeio pelo teatro e pela literatura. Daqui até o início de dezembro mandaremos 3 novos projetos de teatro para editais, com vistas a 2011. Depois disso vou botar a mão na massa no nosso novo projeto literário, chamado OCUPADO, que trará dois contos meus e quadrinhos do André Caliman.  

Depois disso posso voltar mais zeradinho pro cinema, dentro de novas perspectivas de modos de produção e de trabalho artístico de equipe. É aquela coisa: às vezes a melhor forma de se fazer cinema é não fazendo cinema. E em time que está ganhando às vezes se mexe sim. 


Mas enquanto isso, tocaremos o lançamento em Curitiba do nosso outro longa, o GOL A GOL.  E nossos custas - CRU, WANNABE, O MURO e  A INFÂNCIA DE MARGOT continuam rodando os festivais. E ainda estamos planejando os próximos passos pro nosso outra longa, o CINEMATOSO, pro curta IAIA ET LENI, da Eugenia Castello e os primeiros passos no planejamento das gravações dos curtas SEIVA BRUTA (do Mauricio Ramos Marques) e A EQUAÇÃO DO AMOR, que rodaremos em 2011. Por fim,  estamos tramando para as férias uma nova leva de curtas realizado no sistema da boa e velha guerrilha (isso pra gente não esquecer que teve infância e que o trabalho criativo realizado com o prazer da liberdade e da parceria vale mais do que um milhão). Quem sabe, longe da ilha de edição, eu passe um pouco mais por aqui, pelo blog. 

Bem, essas são as ideias. Vamos para as práticas. Sigam-me aos bons! 

bj
Esturilho 

terça-feira, 2 de novembro de 2010

É dada a largada!!!


É um pássaro? É um avião? É Deus? É Dom Pedro II? Não! É Charles Darwin!!!

Hoje rolou o primeiro encontro do PROJETO DARWIN, que vai resultar em mais uma peripécia teatral processiana, dessa vez com Direção de Fábio Salvatti e Produção de Adriano Esturilho.
O projeto vai demorar um pouquinho pra sair (ele tá aprovado no mecenato da lei municipal de incentivo à cultura e agora entra na fase de captação), mas o ponta-pé inicial está dado. O time promete!
Criacionismo x Evolucionismo é o pertinente ponto de partida do Salvatti, em tempos de eleições num estado laico tão regadas a questões religiosas.
Depois de muitos anos com projetos teatrais dirigidos apenas por mim,  partir do  próximo ano vamos experimentar projetos puro-sangue ou em parcerias, com outros diretores encabeçando a bagaça.
O primeiro da lista é nosso ator-ninja-fundador-processiano Andrew Knoll (que anda escrevendo e produzindo muitos burbúrios criativos dramatúrgicos nos últimos tempos e que não vemos a hora de sair do papel e da cabeça e virar cena! 
E para ampliar nosso espectro e a prata de casa, naturalmente buscaremos outros seres com demências artísticas que rimem com a nossa trajetória. Nesse des-caminho, o Salvatti - diretor do Projeto Darwin - encaixa certinho. Nosso namoro e puxa-saquismo mútuo já vem de anos (desde a época do ArrasTom), e agora que o menino virou professor-doutor catamos o rapaz pra divertir-se conosco. A pelada promete emoções típicas de final de campeonato brasileiro.
Por enquanto, só pra aquecer, uma tirinha chupada da internet...

bj da processo! 

sábado, 30 de outubro de 2010

"Só vim dizer que não venho", ou "uma tirinha atiradinha."

"se você quer agradar a gregos e troianos, em geral o problema não está nos gregos. nem nos troianos. está em você."


olá, pessoas,

ausentei-me do blog nos últimos dias por estar em sampa pro lançamento do longa Gol a Gol na Mostra Internacional de Cinema. Aproveitei e engatei numa overdose básica de filmes e otras cositas más, que devem gerar alguns testículos multiprocessianos em breve. Isso é uma intenção, não uma promessa (é bom deixar claro... vai que um dia me candidato a alguma coisa e daí algum assessor da oposição vem atrás desse post, caso algum tema como o aborto ja não esteja mais fazendo sucesso.)

Como esse escrevinhador exausto ainda não botou pra fora tais letrinhas embaralhadas, pra que o universo não esqueça de mim (até parece que "o universo"  entra regularmente aqui pra ver as bobagens que publico) deixo abaixo uma tirinha da mafalda e um pensamento em homenagem ao lançamento desse nosso semi-musical-meio-futureba-pseudo-futebolístico-pós-moderno-over-metaforento. Calma, não se assutem. É melhor vcs verem o site, assitirem ao filme e tirarem suas próprias conclusões.

Por sinal, que ninguém ouça, como eu imaginava, o filme já começou a ser xingado e chingado (tem pra todos os gostos e gramáticas). Também já rolaram elogios (e neles não estão inclusos os da minha mãe, que achou o filme muito doido, ponto.) Mais pra frente vamos publicar por aqui opiniões e críticas, sejam elogios ou meteções de pau.  Mas isso é mais pra frente.

No filme, dentre outro trilhão de coisas, o personagem Pedro - vivido pelo Tiago Luz - revê os caminhos que deu para a própria vida pessoal e profissional. Isso tem como catapulta conflitual (meu deus, que diabo é isso?) o reencontro com um amor de infância e seu peso na consiência por ter largado seu desejo de ser desenhista em prol de uma confortável vida de executivo bem sucedido.

Mais informações em http://www.golagolfilme.com/

Boa tirinha e boa noite.





ps - "chupei" a palavra " catapulta" de uma fala do meu amigo e pareiro-ninja Andrew Knoll, dita durante comentários sobre outro filme que estamos editando. Ele usou em outro contexto, mas gostei tanto da sua fala que tinha que enfiá-la em algum lugar antes de dormir. Mais pra frente saí uma nova canção ins-pirada na fala do guri Knoll.

bj
esturilho

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

dúvida cruel!

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se  "a arte é a mentira que permite-nos conhecer a verdade", qual é a verdade que permite-nos conhecer a mentira?
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Receita de bolo de fubá.



  • • 3 ovos


  • • 1 colher (sobremesa) de sementes de erva-doce


  • • 1 xícara (chá) de óleo


  • • 1 xícara (chá) de leite


  • • 1 xícara (chá) de farinha de trigo


  • • 1colheres (sopa) de fermento em pó


  • • 2 xícaras (chá) de fubá


  • • 2 xícaras (chá) de açúcar


  • Coloque no liquidificador os ovos, o açucar, o fubá, a farinha de trigo, o leite e o óleo. Bata com insistência até obter uma mistura homogênea. Junte o fermento e deixe de lado as sementes de erva-doce. Misture com movimentos circulares. Enfarinhe uma fôrma com furo no meio e despeje a massa. Leve ao forno preaquecido em temperatura média (200ºC) até dourar, ou até que enfiando um palito no bolo ele saia seco. Desenforme o bolo ainda quente e, se preferir, salpique açucar e canela antes comer.

    abs
    esturilho

    para ouvir com o texto: Os anjos

    segunda-feira, 11 de outubro de 2010

    Bolívia - Goiânia - Paris - Floripa - Sampa - Processo a solta pelo mundo...

    Como estar em mais de um lugar ao mesmo tempo?


    Nesse feriado a Processo Multiartes toca conexões mundo a fora:


    - Na Bolívia, o longa-metragem Cinematoso (Dir. Bruno de Oliveira) é um dos representantes brasileiros no Festival Cine Digital FENAVID. Depois de visitar a fronteira amazônica no Festival Cinema na Floresta, esse é o segundo festival de nosso documentário, que leva a história de paixão do cineasta Cyro Matoso de Paranaguá pelo mundo a fora.


    Diretor Bruno de Oliveira em entrevista para o documentário Cinematoso
    - Em Goías, o diretor Fábio Allon é nosso representante na 10ª Goiânia Mostra Curtas, com o curta-metragem Cru, com Pablito Kucarz e Camila Hubner no elenco.


    - Em Florianópolis, no próximo dia 12, (Andrew Knoll, Camila Hubner, André Daniel, Esturilho e Meire Abe desembarcam pra mais uma apresentação da peça Procura-se uma Estrela.


    André Daniel. Camila Ubner e Elieze Vanderbrok. Procura-se um Estrela, em Jacarezinho
    - Encerrando nossas conexões mundiais de feriado, aguardamos pelo retorno nesse dia 12 da nossa atriz-produtora Carolina Maia, depois de 2 meses circulando e estudando pela Europa. Nessa onda, em conexão via skipe com Paris, acabamos de realizar mais uma reunião do projeto Belle Canto - nossa opereta que será realizada em 2011, com dir. cênica do Esturilho. Na conversa com o cantor José Renato Cordeiro (que está por lá realizando seu mestrado), começamos a trocar ideias de encenação e acertamos detalhes para a captação de recursos desse projeto aprovado pela Lei Municipal de incentivo à Cultura de Curitiba.


    - E em breve estaremos na Mostra Internacional de São Paulo para o lançamento de longa-metragem Gol a Gol (Evolução Filmes/ProcessoM. - dir. Esturillho e Allon), nesse que é um dos mais importantes e concorridos festivais do país. Nesse ano, a Mostra Novos Diretores conta com poucos representantes brasileiros, o que aumenta a responsabilidade do Gol a Gol. É no próximo mês. Estamos no aquecimento.


    Diego Florentino, Esturilho, Xanxe, Bruno de Oliveira, Eugenia Castello e Allon
    Filmagem do longa-metragem Gol a Gol


    - Por fim, escrevo esse breve apanhamento geográfico no intervalo da edição do longa-metragem Circular. Ao assistir as cenas do ônibus, com os atores uruguaios César Troncoso e Roberto Soares, me bate uma saudade desses moços e da querida Mariana Gomez - nossa processiana uruguaia. Esse trio ainda vai nos render peripécias teatrais. Nessa vida de conexões, isso ainda vai dar samba. (samba uruguaio...) por aqui e por lá. Assim esperamos.


    César Troncoso e Roberto Soares em cena no longa-metragem Circular
    em fase de edição


    bj
    esturilho

    sexta-feira, 8 de outubro de 2010

    Sujando a roupa limpa





    "O mal do artista começa quando ele não ousa mais desagradar o público.”


    Motivado por esta frase que li no twitter do Alexandre Nero, por ideias que me passam pela mente em decorrência do 2o. Movimento de Teatro de Grupo de Curitiba e por cabos-de-guerra e dilemas inevitáveis no dia-a-dia de alguém que pense com eu e que trabalhe numa empresa que mexe com arte (a velha dicussão entre arte e mercado) e que assolam meus neurônios e me deixam por vezes bicudo, deixo aqui registrado um pouco do que jorra dos meus poros em meio a pressões de produção e incompreensões estéticas que não enfrentava tanto desde quando trabalhava para as estruturas feudalistas da Universidade Federal do Paraná. Pelo contrário, aliás, justiça seja feita. Por lá, mesmo quando havia críticas ou polêmicas, sempre tive o apoio de quem tinha a palavra final artisticamente falando e tive muita liberdade de ação e pensamento enquanto diretor; e no dia em que um burocrata qualquer resolveu interferir de verdade nisso cada um tomou seu rumo e todos foram felizes para sempre. Mas são casos diferentes. Lá, o feudalismo; hoje, o bom e velho capitalismo-nosso-de-cada-dia. 


    Enfim, deixo aqui minha breve canção-da-madrugada (com reflexões sobre nosso encontro com a recepção, plateia, audiencia) e com seus quase-versos e des-acordes contrários à arte colocada a serviço da funcionalidade-eficiência-de-mercado - pensamento com o qual tenho que cruzar de vez em sempre (quem mandou viver nesse planeta... e ainda mais abrir uma produtora!). Não, não acho que as essas coisas não podem conviver com a arte. Sim, pra mim a arte deve estar na frente e a eficiência, o mercado e blablablá etc é que deve estar a serviço dela. Por isso, no refrão da minha canção, repetirei a palavra arte quantas vezes forem necessárias para que ela vire um mantra e para fincar o seu lugar onde me proponho a estar, ao som de cada batida no surdo ou de cada mesa que precise ser virada. Caso contrário, não mais ali estarei. Meu surdo não pode ficar mudo. Por isso, repitam comigo... três, dois, um... Arte, arte, aumhhmmm, aumhhhhhhhhhhmmm, arte, arte.

    Quem quiser musicar o texto, ou parte dele, divirta-se:

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    Declaro para devidos fins que sou artista sim. Artista sem aspas. Pago o preço com muito orgulho e trabalho. 
    Pago à vista, pago a prazo.
    Sem perjúrio, com ou sem juros, não ignoro o público... só não o menosprezo.
    Não atendo a sua demanda, provoco o seu desejo... de preferência pelo que ainda nem existe.
    O entretenimento não como fim, mas como ferramenta, como meio.

    Não sou animador de festas (nada contra eles, mas temos funções sociais diferentes). 
    Não recebo recurso público pra isso. A Globo já cumpre essa função muito melhor que eu. Ao artista cabe outra. 
    Ao artista cabe o incabível. Por vezes cabe lavar a roupa suja e sujar a roupa limpa.
    Desacentúo o consenso. Desobedeço o acento.
    Faço aviãozinho com manual de bom-mocismo-formal feito prá agradar ao público, seja grego ou troiano.
    Não sou 0900. Não dou meu cú pra entrar no big brother (quem quiser que dê o seu, só não meta o meu no meio).

    Não sei bem oq quero, mas sei muito bem oq não quero.

    (Refrão: Arte, arte, aumhhmmm, aumhhhhhhhhhhmmm, arte, arte.)

    Entre a humanidade e o risco, foda-se a humanidade. (aliás, taí é uma boa forma de uma artista demonstrar sua paixão pelo mundo.)
    A questão não é desagradar, mas sim desafiar o público. 
    Às vezes pra nadar a favor de quem está no barco é preciso remar contra a maré.

    Nada contra, mas meu compromisso é com o História, e não com a pipoca. 


    Bj
    esturilho








    Para ouvir com o texto:  Hino dos Malucos - Rita Lee

    terça-feira, 28 de setembro de 2010

    Canções da Cidade Gelada com sotaque quente!

    Uyara Torrente com a Banda mais Bonita da Cidade nessa quarta no Wonka! Vamos?


    Um segredo secreto que eu costumo contar pra todo mundo é que como escritor e diretor de teatro e cinema eu sou um ótimo compositor e músico frustrado. Outro segredo é que na verdade só faço peças de teatro pra ter uma desculpa pra fazer os cartazes e a sonoplastia.
    
    
    Tiago Luz no longa Gol a Gol (Evolução Filmes e Processo Multiartes)
    No cinema, fiz algo assim no Gol a Gol, nosso primeiro longa de ficção. O filme traz canções na sua estrutura narrativa.

    Um dos maiores prazeres que o filme me proporcionou (além da parceria com o Allon na direção e do filme marcar a entrada da Eugênia Castello na Processo) foi ver minhas canções ganharem vida através do olhar musical do Rodrigo Lemos. Com a retarguada do Ale Rogoski, do Off beat, o Rodrigo transformou os meus rabiscos sonoros em canção, emprestando inclusive sua voz para boa parte delas.
    Durante a pré-produção musical, percebemos que uma voz feminina pra algumas das faixas poderia arejar e criar outra dimensão para o corpo do filme. É o que acontece na canção Baú, na voz hiperdimensional da Uyara Torrente.
    
    Nosso filme-musical – que mistura realismo mágico, toques de ficção científica e questões ambientais – tem lançamento previsto pra novembro.

     

    Por enquanto, pra aquecer as turbinas, nessa quarta (29 de setembro) teremos uma boa pedida.  É Uyara Torrente com a Banda mais Bonita Cidade no Wonka Bar.

    O show Sem Querer Deitei do Teu Lado Mais Frágil traz versões para canções de compositores da cidade gelada. Dentre elas estão: Solitária (Birolli, Leprevost e Rosilho), Aos garotos de Aluguel (Poléxia), O lado Frágil (Paulo de Nadal), Submundo Autofágico (Lívia e os Piá de Prédio), além de Baú, a canção predileta do diretor no filme (ehehe)

    Cada vez mais a Uyara está presente em nossas artimanhas. É daquelas figurinhas que vem com uma estrelinha do lado e que dá gosto de se ter no nosso álbum. Além de participar da trilha do Gol a Gol,
    Uyara Torrente. solta o corpo e a voz no Wonka nessa quarta
    ela  tá no elenco do Circular (nosso longa em parceria com a Grafo Av., que está editando), e estará no elenco do nosso próximo longa,  A Neve não tem gosto de algodão doce.

    E na lista do povo que admiramos e que sempre queremos por perto, a banda ainda conta nas guitarras com Rodrigo Lemos (produtor musical do Gol a Gol) e na bateria com Luiz Bourscheidt (criador da sonoplastia da peça Samuel).
    
    Vale conferir. A Banda mais Bonita da Cidade empresta, às canções da cidade gelada, seu sotaque sonoro quente e universal.


    Projeto Olha o Canto da Sereia
    Show Sem Querer Deitei do Teu Lado Mais Frágil – A Banda Mais Bonita da Cidade
    Onde: Wonka Bar (R. Trajano Reis, 326)
    Quando:15 de setembro
    Abertura da casa: 21h / Início do show: 22h30
    Ingressos: R$ 8 (couvert artístico)
    Mais informações: (41) 3026-6272
    Assista ao vídeo de divulgação do Show



    sexta-feira, 24 de setembro de 2010

    Elenco-Ninja!

    Carolina, Rafael e Perré
    Para o desafio de montarmos o "Procura-se uma Estrela", a Caro e eu tivemos a felicidade de convidar o Rafael Barreiros (O Palhaço Alípio) e o Renato Perré.
    O Rafael encaixou certinho. Sentimos que era o momento de, pela primeira vez, termos contato com o universo do palhaço. A referência dos Doutores da Alegria nos levou a isso. E também, em nossos tempos de Cefet ainda, tivemos duas histórias em comum com o Rafael, de amigos que enfrentaram a Leucemia. 
    O Rafa abraçou a peça de uma foma única. Um dos meus maiores prazeres é até hoje ver seu olho brilhando ao final de cada apresentação.
    Renato Perré
    Trabalhar e dirigir o Perré (e mais que isso, tê-lo como parceiro) foi a realização de um sonho. Já tinha tido o prazer de atuar e ser dirigido por ele na peça "O Anjo do Bosque." (meu primeiro trabalho teatral profissional). Pra mim é um motivo de orgulho de alguma forma ter contribuído para abrir portas para depois o Rafael e a Caro também trabalharem em espetáculos dele. Seu trabalho de mais de 20 anos frente ao Teatro Filhos da Lua - com o teatro de formas animadas, música ao vivo e teatro popular - sempre foi uma referência declarada para meu trabalho como encenador.
    Eliezer, André e Camila
    Desse feliz encontro surgiu a peça. Foi no olhar e na energia do Perré, da Caro e do Rafael que encontrei o lugar e espaço para a criação conjunta da peça, a partir de um pré-roteiro que fomos aprimorando e fechando durante um curtíssimo período de ensaios. Curto, mas intenso. Agora, passados 5 anos, montamos um segundo elenco, pra que a peça seguisse sem parar por causa de nossas atribuladas agendas. Agora também contamos com o André Daniel, o Andrew Knoll, a Camila Hubner, o Eliezer Vanderbrook, e o Rosano Mauro Jr., pois a roda não pode mais parar de girar.  O processo de passar nossa criação para novos corpos é um capítulo à parte que começamos a escrever nesse ano. Que venham os próximos capítulos!

    bj
    esturilho

    Procura-se uma Estrela: Como entramos nesse barco.

    Quem conhece as peças e filmes da Processo, ao deparar-se com  a "Estrela" poderia perguntar-se: "mas que diabos isso tem a ver com o trabalho da Processo?"

    Pois vos explico. Montamos a peça ainda em 2005, à convite do Ligh - Laboratório de Imunogenética e Histocompatibilidade da UFPR, através do convite do Téo Ruiz e depois da professora Graça Bicalho.  O Ligh vem realizando campanhas de cadastramento de Doadores ao longo dos anos, através de unidades móveis em eventos, seminários etc. Mas eles buscavam uma forma diferente de falar com as pessoas sobre a doação de Medula Óssea, de modo a complementar as palestras e distribuição de panfletos que já poderiam acompanhar suas ações de cadastramento.

    O Téo é uma daquelas pessoas que fazem você sorrir sem razão. E a Graça é um daqueles seres que fazem a roda do mundo girar, Sejam as rodas reais, do dia-a-dia,  ou as rodas dos moinhos de vento! Afinal, ambas deviam ser encaradas com a mesma seriedade, não é?


    Pela primeira vez a Processo encarou o desafio de uma "peça sob encomenda" (ai, que medo!). E ainda parecia ser uma "peça didática". O tema de cara nos tocou , mas como encarar aquele trabalho que, embora não fosse, nos lembrava uma estrutura de teatro-empresa? Claro, não era isso, bastava observar o espírito solidário e o perfil de responsabilidade social do tema. Mas como transformá-lo num trabalho artístico e cativante, como esperava a professora Graça? Como fazer uma peça de teatro-empresa sem fazer uma peça de teatro empresa? Como fazer uma peça didática sem fazer um apeça didática? Como falar de um tema tão sério e pesado de forma leve e cativante? Como juntar experiências cênicas tão difententes num primeiro instante? (o teatro popular do Perré, o palhaço do Rafa, o canto erudito da Caro, o teatro  brechtiano do Esturilho)? Como montar tudo isso com pouquíssimo recursos financeiros e em pouquíssimo tempo de ensaio?  Como juntar nossa típica veia brechtiana a tudo isso? Por que sim? E por que não?  Por que é teatro! Eis nossos desafios.

    Não sei. Só sei que a peça, que a gente imaginava apresentar algumas vezes em eventos da UFPR, continua sendo apresentada passados 5 anos da sua estreia no Teatro Paiol. E levamos pra onde for... já rolou em praças, na rua, em seminário de biologia, em igreja, escola... até em Teatro! eheeh. (ainda faltou sexshop, mas nos aguardem...)

    E só sei que procuramos responder a essas perguntas no palco e que, no longo desses 5 anos tudo isso virou solidariedade, sorriso e cidadania. E emoção. No cadastramento realizado após as apresentações nos mostra ao longo do tempo que o número de cadastros aumento muito quando a campanha vêm acompanhada da peça. E o espetáculo, que era pra durar umas poucas apresetnações ja está no seu quinta ano de estrada, e agora já contamos com um segundo elenco pra dar conta de toda a agenda da peça.

    Esse contato  com elementos de teatro popular é importante pra gente, que no geral busca a pesquisa e experimentação em linguagem contemporânea. Esse encontro entre erudito e popular é muito alimentado pela "Estrela", assim como no documentário Cinematoso. Isso nos ajuda a pensar na arte de amanhã sem perder de vista o cheiro de hoje e sem esquecer de que as pessoas são feitas de carne, osso, alma, neurônios e emoções.

    É, parece que o moinho de vento gira! Obrigado Perré, Rafael e Caro pela parceria e cumplicidade em cada batida no tambor e em cada abraço. Obrigado, Téo, pelo convite tão inusitado. Obrigado, Graça, por tanta utopia. (Quem foi que disse que ela acabou?)


    bj
    esturilho

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    quinta-feira, 23 de setembro de 2010

    CAÇADORES DE DOADORES!

    Respeitável Público: no próximo sábado apresentamos a peça "Procura-se uma estrela" ou "O Elefante Cabeludo", no teatro HSBC.



    A peça trata de um difícil, mas fundamental tema: o cadastramento de doadores de medula óssea.

    A doação é uma das últimas alternativas para os tratamento de Leucemia e de outras doenças do sangue. O problema para os pacientes que aguardam por uma transplante é a dificuldade de se encontrar um doador compatível. Quando não encontramos alguém na família, essa chance pode ser apenas de  uma em um milhão. Não é tão simples quanto a doação de sangue, em que se o tipo de sangue bater já rola a doação. No caso da medula óssea, a chamada "tipagem HLA" do paciente e do doador precisam ser compatíveis.
    E pra aumentar as chances de se encontrar um doador, o único jeito é aumentarmos o número de doadores cadastrados.  E é sobre isso que falamos na peça. Tentamos quebrar alguns paradigmas e preconceitos sobre o assunto, de modo a mostrar que o problema está mais próximo do nosso cotidiano do que parece (todo mundo conhece algum caso de paciente com leucemia), mas que ele pode ser minimizado com um pouco de solidariedade e de espírito de cidadania. Mas tentamos falar disso de um jeito que não vire tudo uma palestra chata (pelamordedeus!) O tema é sério e pesado, mas através do teatro, da música, do bom-humor e do calor humano buscamos levar essas informações para mais gente e, mais que isso, tocar as pessoas. A arte pode mover moinhos de vento. (elementar, meu caro Watson...)

    No Brasil, as pessoas podem fazer seu cadastro como doador através dos hemocentros e campanhas de coleta da Hemepar, Hospital das Clinicas, Hospital Erasto Gaetner etc. Seus dados ficam cadastrados no Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea). Se algum paciente for compatível com você, daí sim você será convidado a realizar propriamente a doação.

    O Paraná é uma referência em transplantes de medula, através do Hospital de Clínicas, e recentemente o procedimento passou a ser realizado também em Londrina. Não há registro de problemas para o doador durante o procedimento de transplante  

    A "Estrela" é nosso trabalho mais ligado à responsabilidade social. Embora fuja um pouco da pegada experimental mais tradicional de nossas peças (que paradoxo!), trás o calor humano e o almejado e feliz encontro entre razão e emoção. 

    Te esperamos!
    bj
    esturilho

    sábado, 11 de setembro de 2010

    Cia dos Palhaços e Orquestra Sinfônica do Paraná!


    CONCERTO EM RI MAIOR NO GUAIRÃO - ESPECIAL 5 ANOS
    participação mais que especial da Orquestra Sinfônica do Paraná

    Tem louco pra tudo nesse mundo (e provavelmente em outros tb).
    Um bom exemplo é essa dupla dinâmica: Wilson e Sarrafo.

    Os caras comemoram em grande estilo nesse sábado e domingo 5 anos do espetáculo "Concerto em Ri Maior" ... com a participação especial da Orquestra Sinfônica do Paraná! (tão podendo os caras).

    Vale a pena conferir mais essa peripécia da Cia dos Palhaços.
    Além de admirar e indicar essa galera, temos o prazer de contar com dois membros dessa trupe no elenco  do "Procura-se uma Estrela", nosso espetáculo sobre Doação de Medula Óssea. São eles: Rafael Barreiros e Eliezer Vander Brook.






    se beber, não dirigia,
    se perder, não ria.


    abs
    esturilho